segunda-feira, 4 de abril de 2011

Pauta da reunião de HTPC - 5 de abril de 2011


Apesar de nossos defeitos, precisamos compreender que somos pérolas únicas no teatro da vida e entender que não existem pessoas de sucessos e pessoas fracassadas... O que existem são pessoas que lutam pelos seus sonhos ou desistem deles.




Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.

Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível". A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada. De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:

- Alguma pergunta?

- Tenho sim.

-E Beethoven ?

- Como? - o encara o diretor confuso.

- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?

Silêncio.....

O funcionário fala então:

- Ouvi essa estória esses dias contados por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? etc... Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis. Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa.Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'erros/ deficiências'. Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo , se Picasso era instável , Caymmi preguiçoso , Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico ... O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos. Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.Se seu gerente/coordenador , ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder/ técnico, que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos. Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados . . . apenas peças. Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'.

Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:... . Ninguém ... pois nosso Zaca é insubstituível" Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza ninguém te substituirá! "Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo..., mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso." "No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é..., e outras..., que vão te odiar pelo mesmo motivo..., acostume-se a isso..., com muita paz de espírito. ..".




2- Vídeo: Como estrelas na terra, toda criança é especial. – reflexão e inclusão


O FILME

A arte e a educação são importantes ferramentas de estímulo ao desenvolvimento de uma pessoa quando aplicadas intencionalmente para a sua felicidade, independente do problema ou desvio que tiver.

Taare Zameen Par – filme da produção de Bollywood - conta a história de uma criança que sofre com dislexia e custa a ser compreendida. Ishaan Awasthi, de 9 anos, já repetiu uma vez o terceiro período (no sistema educacional indiano) e corre o risco de repetir de novo. As letras dançam em sua frente, como diz, e não consegue acompanhar as aulas nem focar sua atenção. Seu pai acredita apenas na hipótese de falta de disciplina e trata Ishaan com muita rudez e falta de sensibilidade. Após serem chamados na escola para falar com a diretora, o pai do garoto decide levá-lo a um internato, sem que a mãe possa dar opinião alguma. Tal atitude só faz regredir em Ishaan a vontade de aprender e de ser uma criança. Ele visivelmente entra em depressão, sentindo falta da mãe, do irmão mais velho, da vida… e a filosofia do internato é a de “disciplinar cavalos selvagens”. Inesperadamente, um professor substituto de artes entra em cena e tão logo percebe que algo de errado estava pairando sobre Ishaan. Não demorou para que o diagnóstico de dislexia ficasse claro para ele, o que o leva a por em prática um ambicioso plano de resgatar aquele garoto que havia perdido sua réstia de luz e vontade de viver. O filme é uma obra prima do até então ator e produtor Aamir Khan, já macaco velho nas bandas de Bollywood. Pela primeira vez, após a atuação em sucessivos filmes que lhe deram a fama em anos recentes, Khan quis arriscar-se como diretor e impressionou pela qualidade e sensibilidade neste filme. Ele não só dirige TZP, como produz, com sua Aamir Khan Productions, e também atua no papel do professor substituto. Ishaan Awasthi é interpretado pelo estreante Darsheel Safary, que também surpreendeu pela qualidade de sua atuação. Merecidamente, Safary ganhou o prêmio de melhor ator pela crítica, no mesmo Filmfare Awards deste ano de 2008. Virou celebridade. Além dos prêmios de melhor filme e melhor ator pela crítica, TZP ganhou também o prêmio de melhor direção, para Aamir Khan, e de melhor letra de música. O filme, embora não tenha as exóticas cenas de dança, tem músicas que aparecem como clipes, com imagens que não só ilustram a melodia, mas também fazem parte do decorrer da história. Dentre as músicas (muito boas, por sinal), Maa, que significa “mãe” em hindi, recebeu o prêmio de melhor letra. “Taare Zameen Par – Every Child is Special“, o que significa, exatamente, “Estrelas na Terra – Toda Criança é Especial“. Embora o filme fale diretamente sobre o caso de uma criança, ele é uma mensagem para o mundo sobre o verdadeiro papel de um educador e formação de um novo ser humano – veja que não digo professor, mas educador. Ao afirmar no título que toda e qualquer criança é especial, que são como estrelas na Terra, a proposta é trazer a idéia de que não podemos negligenciar a diversidade e preciosidade dos projetos de gente de nosso mundo, pois são eles que fazem o futuro. O filme vai muito além de tocar na sensibilidade de ser criança e educador; ele manda uma mensagem de nosso papel como ser humano – o que na Índia não é tarefa fácil. Aliás, poucos são os próprios indianos que realmente reconhecem o valor desse filme, muito poucos. Em muitos momentos, Aamir Khan optou por utilizar recursos caricatos para os personagens do filme, sobretudo em relação aos professores de ambas as escolas por que Ishaan passa. Ainda que personagens caricatos possam trazer um grau de irrealidade para a trama, em Taare Zameen Par a caricatura contribui para aumentar a sensação de sofrimento, opressão e incompreensão vivido pelo garoto disléxico. No conjunto, caricaturas e clipes de música ilustram uma ficção que de irreal nada tem; qualquer semelhança entre a ficção e a vida real é mera coincidência, diz, antes do filme começar. Mas o próprio professor Ram Shankar Nikumbh (interpretado por Aamir Khan) lembra às crianças que Einstein, Agatha Christie, Da Vinci e Tomas Edison eram disléxicos e sofreram na infância – TZP é história da vida real. Antes fosse apenas ficção. Em Taare Zameen Par não há as típicas cenas de dança dos filmes de Bollywood; as músicas aparecem como clipes, mostrando cenas que complementam a história que está sendo contada naquele momento, porém sem diálogos. A primeira a aparecer, por exemplo, mostra a rotina da casa de Ishaan. Num outro momento, Ishaan sai pra rua e anda pela cidade (Mumbai), reparando em detalhes não usuais para uma simples criança de sua idade. Neste momento toca a música Mera Jahan, que, literalmente, significa Meu Mundo. É o que Ishaan vê e reconhece como fazendo parte integrante. Ao voltar pra casa ele elabora o que viu fazendo um desenho – a criatividade artísticas em disléxicos tende a ser mais aflorada, pela sua maneira distinta com que o mundo é compreendido. A música que ficou mais famosa, porém, foi Maa, que significa Mãe, como já disse anteriormente. Quando passa essa música, Ishaan acaba de chegar no internato e sofre demais – sua mãe também. Postarei este clipe pra vocês. Numa outra música, com o título que dá nome ao filme, vemos o professor Ram Nikumbh em seu emprego na escola pra crianças especiais e depois partindo para a casa de Ishaan, onde irá conversar com seus pais. A música é longa e tão longo é todo esse momento, mas nem percebe-se a música tocar, dada a imensidão de informações passando. Porém, o detalhe mais importante desta passagem está no que faz Ram no caminho até a casa de Ishaan, que não vi indiano nenhum fazendo e nem sequer parando para refletir sobre. No ônibus, o professor ajuda uma mãe com seu bebê; depois, na beira da estrada, paga um chá com biscoitos à criança-empregada do estabelecimento. Em outro momento, andando ao lado da feira, pega a couve-flor que cai no chão. Coisas simples, mas indianos não costumam fazer coisas simples. Simples ajudas, mas indianos não costumam ajudar. Taare Zameen Par vem também cumprir um importante papel na sociedade indiana. Não se trata de civilizar ou ocidentalizar, mas de trazer um pouco mais de humanidade para o coração hindustani, um pouco mais do senso de individuação, que de nada tem a ver com individualização. Talvez ainda além de mandar uma mensagem sobre o papel do educador, este filme ensina antes o que é ser pai, o que significa e o que implica em ter um filho. Ram Nikumbh, contestando o que o pai de Ishaan disse a ele em certo momento, deixa bem claro o que significa a palavra “cuidar”. E neste momento sublime, alerta para que não aconteça com Ishaan o que acontece com as árvores das Ilhas Salomão, que morrem após as pessoas ficarem gritando à sua volta. Aamir Khan fez uma obra-prima – e talvez a última também. Será difícil que ele faça um filme tão bom como esse de novo.



terça-feira, 29 de março de 2011

PAUTA DE HTPC – 29 de março de 2011
















Ser sensível para ver a hora de se fechar as cortinas do palco e mudar de ato.”

1- Sensibilização: A INSPIRAÇÃO VIVA

2- Estudos: Ensino Colaborativo Atividade Criatividade:Textos: - A Criatividade e a Inclusão nas Práticas Pedagógicas inclusivas - O Jogo e a Criança Portadora de Deficiência Mental - Atividade

3- PRODESC – Cadastro de Projetos Descentralizados (CAD PROJETOS) O que é? Como fazer e acompanhar Parâmetros para elaboração


4- PRODESC - O QUE É

Projeto PRODESC - Antigo CAD

Como construir um bom Projeto 1º.) Justificativa: deve ser baseada em indicadores educacionais;

2º.) Objetivos: enriquecer, ampliar e aprofundar conteúdos escolares; mostrar experiências bem sucedidas e assegurar o envolvimento coletivo e da comunidade.

3º.) Metas: definir claramente o universo a ser atingido (quantitativo).

4º.) Procedimentos: descrição das atividades, utilização dos espaços escolares, utilização dos materiais didáticos disponíveis na escola, utilização da Internet, vídeos, fotografias, jornais, entre outras, clareza no envolvimento de parcerias, estar vinculados aos objetivos propostos, conter roteiros e cronogramas bem definidos, estar dentro do período proposto e justificar as visitas/excursões, como parte integrante do projeto.


5- DAC – Inscrições do curso atualidades.

5- Show de Talentos – 2ª quinzena de maio

6- Provas Bimestrais: semana de provas do dia 11 a 20/04 (Entregar na coordenação os dias marcados e o modelo de sua avaliação)

Coordenadoras pedagógicas: Ana Lúcia e Elaine


- Atividade Prática - Criatividade

Leia o texto “CRIATIVIDADE” e execute esta atividade com seu grupo.

1) Escolha um jogo com um determinado objetivo.

2) Explique e certifique que os alunos entenderam as regras.

3) Jogue com seus alunos, caso tenha aluno com deficiência intelectual pense nas estratégias para ele participar do jogo.

4) Faça uma narrativa de até no máximo 15 linhas, nos contando:

Qual foi o jogo?

Qual o objetivo?

Quais as regras?

Como foi a atividade?

Como foi a participação do aluno com deficiência mental ou com alguma dificuldade de aprendizagem. Depois da atividade pronta o grupo deverá socializar a atividade e dar seu depoimento pessoal.


- Atividade Prática - Ensino Colaborativo


Pense em um aluno que seja da sua turma, deste ano ou não, que tenha limitações devido à deficiencia intelectual (caso não tenha esse aluno, poderá ser um com dificuldade de aprendizagem) e elabore uma estratégia de ensino colaborativo.


Descreva sua proposta. Esta atividade pode ser só elaborada, não precisa ser aplicada.


HTPC -22/03/2011 O que a escola precisa mudar para ser compulsória?


Responder a essa pergunta supõe, como mínimo, refletir sobre o lugar sociocultural da escola “ontem” e “hoje”. A pergunta em si mesma já expressa essa hipótese porque sugere que a escola de ontem não era compulsória e que a de hoje quer sê-lo. Por que a escola de ontem não era? Por que a de hoje deve ser? Consideremos que, em certo sentido, a escola sempre foi compulsória. Foi nela que sempre se depositou a esperança e a confiança no desenvolvimento e na aprendizagem dos alunos daquilo que é compulsório para todos nós, não só na escola, mas na vida em geral. Amar ao próximo como a si mesmo, ser digno, comprometido, responsável e tantos outros valores são “compulsórios” a uma certa visão de ser humano. Sem eles, predominariam a barbárie e a violência. Classificar, selecionar, ordenar, fazer inferências, observar, comparar, quantificar, concluir, fazer escolhas, tomar decisões, antecipar, corrigir e tantas outras “ferramentas” cognitivas são habilidades consideradas compulsórias ao ser humano. Sem elas, nossa sobrevivência, nosso passado, presente ou futuro ficariam extremamente prejudicados e sujeitos a toda sorte de manipulações. Trabalhar em grupo, cooperar, argumentar, compartilhar tarefas, construir coisas, divertir- se, criar, desfrutar a vida e tantas outras realizações sociais são compulsórias ao ser humano. Sem elas, a vida restaria sem sentido. Os domínios lembrados entre tantos outros não são privilégio da escola, tanto assim que culturas “não-escolares” os desenvolvem, inclusive de modo bastante complexo. O fato é que, em nossa sociedade, atribuiu-se à escola um lugar fundamental para o desenvolvimento dessas aquisições, sobretudo em crianças e adolescentes. Em resumo, se há coisas compulsórias é porque são melhores para o ser humano e, se a escola compromete-se com seu desenvolvimento, ela também se torna compulsória, ao menos quanto aos conteúdos que pretende ensinar. O problema da escola compulsória de “ontem” é que era destinada para poucos alunos. Ela se restringia àqueles que tinham condições (financeiras, cognitivas, sociais, culturais, afetivas, biológicas, religiosas) de ingressar ou permanecer nela, porque atendiam aos seus pré-requisitos ou pressupostos. Os outros, a grande maioria, não ingressavam ou não ficavam mais do que alguns anos, o que só confirmava sua falta de condições para desenvolver na escola os conteúdos acima mencionados. Em outras palavras, a escola sempre foi compulsória, porque está comprometida em desenvolver bem o que é compulsório a uma vida digna e plena, mas antes ela só se permitia fazer isso com os poucos alunos que tinham condições para atender aos seus critérios. A ES cola de “hoje” reconheceu e aceitou o desafio de ensinar o compulsório da vida para todas as crianças e adolescentes. O que ela precisa mudar para ser compulsória nesse segundo sentido, ou seja, ser capaz de ensinar a todas as crianças? Para responder a essa pergunta, penso que são importantes duas considerações. Primeiro, a escola de “hoje” deve mudar a visão que a de “ontem” construiu sobre si mesma. Segundo, a escola de “hoje” não pode esquecer em sua crítica aquilo que continua valioso, apesar dos imensos desafios de sua consideração na atualidade. De um lado, a escola, como qualquer instituição social,expressa os valores, as possibilidades e os interesses das pessoas de seu tempo. Sobretudo, daquelas que têm poder político e econômico, que têm condições – “herdadas” ou “conquistadas” – para determinar o que julgam “melhor” para si mesmas e para os representantes de sua classe. Nesses termos, talvez caibam duas perguntas: a quem a escola de ontem servia? A quem serve a escola de hoje? De outro lado, como comentei no início, a escola aceitou ser – e de fato é – depositária daquilo que é fundamental ou compulsório a qualquer ser humano, mesmo que suas formas de expressão variem no espaço e no tempo. A quem serve a escola? Para responder a essa pergunta, proponho que lembremos, ainda que superficialmente, três modos de ser de nossa sociedade nos últimos séculos. O primeiro deles é o da sociedade produtora, isto é, comprometida com a fabricação de bens duráveis, resistentes. Sólidos também são seus valores, seus compromissos e suas relações de trabalho. É a sociedade que preza o emprego e o casamento para toda a vida, que valoriza a família com muitos filhos, os quais estendem e aprofundam a herança e os valores de seus pais. Não importa que o trabalho vire rotina, que produzir seja mais um reproduzir, um fazer sempre igual, que o casamento não faça sentido e que se sustente por interesses externos ou pelo medo de mudança. Qual é a melhor escola para essa sociedade? Quem são os melhores alunos para ela? Quais conteúdos escolares ela deve privilegiar? Em sua lista, que competências e habilidades são requeridas de seus alunos? Um segundo tipo de sociedade é a que valoriza o ter, o possuir recursos materiais a serem acumulados. É a sociedade que preza o capital, que divide as pessoas por suas posses, por seus bens materiais, por sua fortuna. Qual é a melhor escola para essa sociedade? Como ela prepara crianças e adolescentes para serem bem-sucedidos neste sistema? E as crianças que não têm condições materiais para freqüentá-la, porque devem trabalhar, porque seus pais não podem ter nem têm livros em casa? Um terceiro tipo de sociedade é a que valoriza o consumir, o desfrutar mais e mais os bens produzidos e sempre aperfeiçoados ou diversificados. É a sociedade que valoriza o instante, o substituível, o breve no tempo e o próximo no espaço, já que os recursos tecnológicos cada vez mais possibilitam isso. É a sociedade global, tecnológica, plena de invenções e descobertas. Possuidora de recursos que facilitam nossa vida, que “sustentam” a juventude de nosso corpo, que estendem nosso bem estar e que nos provêem facilidades e possibilidades de consumo de todos os tipos. Uma sociedade que julga ter superado o pesado, o difícil, o que precisa ser consertado e apreendido de modo lento e dedicado. Qual é a melhor escola para essa sociedade? Como ela deve preparar seus alunos? Quais competências e habilidades eles devem dominar para serem bem-sucedidos? Produzir, ter e consumir representam ações e valores que talvez resumam nossos principais esforços e êxitos dos últimos tempos. Não importa que cada vez mais menos pessoas tenham possibilidades para isso, que suas reais condições de fazer parte dessa classe sejam precárias, incertas e difíceis. Não importa os tipos de ansiedade, de sofrimento, de exclusão e de desigualdade social implicadas em nossos esforços para produzir, ter e consumir. O interessante é que essa mesma sociedade aprove leis e determine recursos a serem gastos em uma escola.

LINO DE MACEDO


1- Leitura:

O que a escola precisa mudar para ser compulsória?

Reflexão:

- Que tipo de escola e sociedade queremos para os nossos alunos?

- O que esperamos?

- Quais as competências e habilidades eles devem dominar para serem bem sucedidos?


2- Divisão por áreas para montagem do Informativo Escolar de divulgação do trabalho realizado.

segunda-feira, 14 de março de 2011

PAUTA DE HTPC - 15/03/2011









"A verdadeira viagem de descobrimento não consiste em procurar novas paisagens, e sim em ter novos olhos."( Marcel Proust )




1- Sensibilização: Aos Educadores
2- Proposta reestruturação do estatuto do magistério, plano de carreira vencimentos e salários para Integrantes do QM.
Ø Trabalho em grupos para socialização.

3-Proposta de divulgação do “nosso trabalho”: sugestões e pontuação.
4-Reunião de pais: dia 25/03/11: elaboração de pauta (sugestões)
5- 40º Concurso Internacional de Redação de Cartas para jovens de até 15 anos; inscrições de 14/02 a 25/03, mais informações: http://www.correios.com.br/
6- Cursos:
*Atualização: “Identificando e Atendendo o Aluno com Deficiência Intelectual em suas Necessidades Educacionais Específicas” – 40h;
*LIBRAS – 40h
Concurso: Presidente Obama ao Brasil – Concurso para escolas públicas
7-Outros:


Aos educadores

O ilustre escritor brasileiro Augusto Cury enumera em seu livro intitulado Pais brilhantes, professores fascinantes, o que ele considera os sete pecados capitais dos educadores.

O primeiro deles é corrigir o educando publicamente. Um educador jamais deveria expor o defeito de uma pessoa, por pior que ele seja, diante dos outros. Um educador deve valorizar mais a pessoa que erra do que o erro da pessoa.
O segundo é expressar autoridade com agressividade. Os educadores que impõem sua autoridade são aqueles que têm receio das suas próprias fragilidades. Para que se tenha êxito na educação, é preciso considerar que o diálogo é uma ferramenta educacional insubstituível.
O terceiro é ser excessivamente crítico: obstruir a infância da criança. Os fracos condenam, os fortes compreendem, os fracos julgam, os fortes perdoam. Os fracos impõem suas idéias à força, os fortes as expõem com afeto e segurança.
O quarto é punir quando estiver irado e colocar limites sem dar explicações. A maturidade de uma pessoa é revelada pela forma inteligente com que ela corrige alguém. Jamais coloque limites sem dar explicações. Para educar, use primeiro o silêncio e depois as idéias. Elogie o educando antes de corrigi-lo ou criticá-lo. Diga o quanto ele é importante, antes de apontar-lhe o defeito. Ele acolherá melhor suas observações e o amará para sempre.
Quinto: ser impaciente e desistir de educar. É preciso compreender que por trás de cada educando arredio, de cada jovem agressivo, há uma criança que precisa de afeto. Todos queremos educar jovens dóceis, mas são os que nos frustram que testam nossa qualidade de educadores. São os filhos complicados que testam a grandeza do nosso amor.
O sexto, é não cumprir com a palavra. As relações sociais são um contrato assinado no palco da vida. Não o quebre. Não dissimule suas reações. Seja honesto com os educandos. Cumpra o que prometer. A confiança é um edifício difícil de ser construído, fácil de ser demolido e muito difícil de ser reconstruído.
Sétimo: destruir a esperança e os sonhos. A maior falha que os educadores podem cometer é destruir a esperança e os sonhos dos jovens. Sem esperança não há estradas, sem sonhos não há motivação para caminhar. O mundo pode desabar sobre uma pessoa, ela pode ter perdido tudo na vida, mas, se tem esperança e sonhos, ela tem brilho nos olhos e alegria na alma.

* * * Você que é pai, professor ou responsável pela educação de alguém, considere que há um mundo a ser descoberto dentro de cada criança e de cada jovem. Só não consegue descobri-lo quem está encarcerado dentro do seu próprio mundo. Lembre-se que a educação é a única ferramenta capaz de transformar o mundo para melhor, e que essa ferramenta está nas suas mãos. Do seu uso adequado depende o presente e dependerá o futuro. O jovem é o presente e a criança é a esperança do porvir. Pense nisso e faça valer a pena o seu título de educador. Eduque. Construa um mundo melhor. Plante no solo dos corações infanto-juvenis as flores da esperança.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Reunião Pedagógica 9 de março de 2011
















Escola Estadual Antonio Ferraz
REUNIÃO PEDAGÓGICA – 09 de março de 2011

Sermão da Montanha
(versão para professores)
Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre ma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens. Tomando a palavra, disse-lhes:
- “Em verdade, em verdade vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles...”Pedro o interrompeu: - Mestre, vamos ter que saber isso de cor? André disse:- É pra copiar no caderno? Filipe lamentou-se:- Esqueci meu papiro! Bartolomeu quis saber:- Vai cair na prova? João levantou a mão:- Posso ir ao banheiro? Judas Iscariotes resmungou:- O que é que a gente vai ganhar com isso? Judas Tadeu defendeu-se:- Foi o outro Judas que perguntou! Tomé questionou:- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo? Tiago Maior indagou:- Vai valer nota? Tiago Menor reclamou:- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente. Simão Zelote gritou, nervoso:- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!? Mateus queixou-se:- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada! Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:- Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios? Caifás emendou:- Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividadesintegradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais? Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas ereservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulospara que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto.- E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você ainda não éprofessor titular... Jesus deu um suspiro profundo, pensou em ir à sinagoga e pedir aposentadoria proporcional aos trinta e três anos. Mas, tendo em vista o fator previdenciário e a regra dos 95, desistiu. Pensou em pegar um empréstimo consignado com Zaqueu, voltar pra Nazaré e montar uma padaria... Mas olhou de novo a multidão. Eram como ovelhas sem pastor... Seu coração de educador se enterneceu e Ele continuou:
-“Felizes vocês, se forem desrespeitados e perseguidos, se disserem mentiras contra vocês por causa da Educação. Fiquem alegres e contentes, porque será grande a recompensa no céu. Do mesmo modo perseguiram outros educadores que vieram antes de vocês”.
Tomé, sempre resmungão, reclamou:- Mas só no céu, Senhor? - Tem razão, Tomé - disse Jesus - há quem queira transformar minhas palavras em conformismo e alienação.. Eu lhes digo, NÃO! Não se acomodem. Não fiquem esperando, de braços cruzados, uma recompensa do além. É preciso construir o paraíso aqui e agora, para merecer o que vem depois... E Jesus concluiu:- Vocês, meus queridos educadores, são o sal da terra e a luz do mundo... SÓ JESUS SALVA!!! Pelo jeito, os professores, também! rs..
Texto de abertura do Programa Rádio Vivo — Rádio Itatiaia, Belo Horizonte — do professor Eduardo Machado.
Fonte: http://www.dihitt.com.br/barra/sermao-da-montanha-para-os-professores






PAUTA DA REUNIÃO

1- Leitura do Texto: Sermão da Montanha (versão para professores)
2- Fala da direção – metas
3- Reunião de pais
4- Estudo do texto: GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DA EDUCAÇÃO – POR UMA EDUCAÇÃO BÁSICA DE QUALIDADE
Reflexão.
5- Projeto de Recuperação Paralela: pontos a serem revistos
6- Sala de Recursos – alunos com necessidades especiais
7- Entrega dos diários de classe – orientações de preenchimento
8- Professor Conselheiro

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

SEMANA DA SAÚDE


Reunião de HTPC 19/10/2010

EDUCAR

Educar é um ato heróico em qualquer cultura.
Talvez seja pelo fato de que educar exija que a pessoa saia um pouco de si e vá ao encontro do outro; um outro desconhecido; um outro anônimo; um outro que me questiona; um outro que me confronta com meus próprios fantasmas, meus próprios medos, minha própria insegurança. Talvez seja pelo fato que educar exija sacrifício, exija renúncia de si, exija abandono, exija fé, exija um salto no escuro. Talvez por isso seja algo para poucos.
Seja para pessoas que acreditam nas outras pessoas.
Seja para pessoas que não se acomodaram diante da mesmice que a sociedade pede todos os dias. Talvez por isso seja mais fácil encontrar professores que educadores:Professores são donos do conhecimento.
Educadores são mediadores.
Professores são profissionais do ensino.
Educadores fazem do ensino um estimulo para seu conhecimento pessoal.
Professores usam a palavra como instrumento.
Educadores usam o silencio.
Professores batem as mãos na mesa.
Educadores batem o pé no chão.
Professores são muitos, Educadores são Um.
O educador tem os pés no chão, mas sua cabeça está sempre nas alturas porque acredita que quem está à sua frente não é um cliente esperando para ser atendido, mas uma pessoa aguardando orientações para seguir seus passos. Esta é a razão de ser do educador. Esta é sua esperança. E para isso, o educador precisar ser inteiro, precisar ser completo, precisa estar em sintonia com o universo. Por isso é para poucos, mas não devia ser assim.
O ideal seria que toda sociedade estivesse voltada para a realização de todos e não apenas para a de alguns privilegiados que se sentem como deuses e querem decidir a vidas das pessoas.
O certo seria que todo ser humano desenvolvesse seus dons e talentos para o bem de todos e que não fosse algo extraordinário alguém sobressair-se por causa de seu potencial artístico.
Simplesmente deveria se assim todo; deveria ser comum todos os seres poderem expressar sua alegria de esta vivo sem precisar "vender" seus talentos para manterem-se vivos.
Infelizmente, no entanto, a realidade que vivemos foi "pensada" de um jeito tal que as pessoas são compreendidas como máquinas de ganhar dinheiro, como objeto de consumo, como um monte de lixo que servirá apenas de estrume para aqueles que dominam o sistema social.
É preciso reverter esse quadro. É preciso que os professores criem uma consciência nova, dinâmica, ancestral, para que novo jeito de pensar venha à tona e possa colocar em xeque uma sociedade que desvaloriza o ser humano em detrimento do dinheiro, do acumulo, do consumo.
É preciso que os professores virem educadores de verdade e possam despertar nossos jovens para o futuro que se inscreve em nossa memória ancestral. Só assim teremos um amanhã.

Daniel Munduruku



ESTRATÉGIAS DE LEITURA


Competências desenvolvidas: Grupo I – Observar
Grupo II – Realizar
Grupo III – Compreender


HABILIDADES DE LEITURA - Antes da leitura

• Levantamento do conhecimento prévio sobre o assunto. (O que já se sabe sobre o assunto).
• Expectativas em função do suporte. (De onde veio o texto?).
• Expectativas em função da formatação do gênero (Divisão em colunas, segmentação do texto, tabelas, gráficos...).
• Expectativas em função do autor ou instituição responsável pela publicação. (Como escrevem? Qual sua linha editorial? O que costuma publicar?).
• Antecipação do tema ou ideia principal a partir de elementos como título, subtítulos, epígrafes, prefácios, sumários. (Levantar hipóteses a respeito do assunto abordado a partir do título e subtítulo).
• Antecipação do tema ou ideia principal a partir do exame de imagens ou de saliências gráficas. (Leitura exploratória das imagens -fotografias/ilustrações/mapas, gráficos...).
• Explicitação das expectativas de leitura a partir da análise dos índices anteriores. (Os processos cognitivos e afetivos mobilizados pela leitura exploratória - decisivos para orientar a escolha do material a ser lido, como também para ativar o conhecimento prévio e construir expectativas de leitura).
• Definição dos objetivos da leitura. (Objetivos diferentes determinam modos diferentes de ler, pois mobilizam o uso de diferentes estratégias de leitura).

HABILIDADES DE LEITURA - Durante a leitura (autônoma ou compartilhada)

• Confirmação ou retificação das antecipações ou expectativas de sentido, criadas antes ou durante a leitura. (Confronto entre as hipóteses levantadas e o que vão identificando na leitura do texto).
• Localização ou construção do tema ou da ideia principal. (Do que trata o texto? – para reconhecer o tema. O que este texto desenvolve a respeito desse assunto? – para inferir ou localizar a ideia principal. Formulação de questões antes de iniciar a leitura integral do texto).
• Esclarecimento de palavras desconhecidas a partir de inferência ou consulta a dicionários. (Leitura global conhecer o texto – sublinhar palavras desconhecidas e interpretá-las seguindo o contexto para depois recorrer ao dicionário. Caso recorra primeiro ao dicionário, o leitor passa a “caçar” palavras, cujo sentido desconhece e não as interpreta).
• Identificação de palavras-chave para a determinação dos conceitos veiculados. (Identificação dos conceitos e de suas ramificações dentro do texto pode ser um recurso para o estudante aprender como está construída e fundamentada a argumentação do autor).
• Busca de informações complementares em textos de apoio subordinados ao texto principal ou por meio de consulta a enciclopédias, internet e outras fontes. (Buscar em outros textos ou suportes).
• Identificação das pistas linguísticas responsáveis pela continuidade temática ou pela progressão temática. (Focar o olhar em palavras que ajudam o leitor a estabelecer conexões e sinalizar a progressão temática à medida que lê - informações para complementar seu conhecimento).
• Identificação das pistas linguísticas para compreensão da sintetização do conteúdo do texto. (Identificar pistas linguísticas na estrutura textual para verificar – sequência temporal ou cronológica (depois/durante/antes); relação causa e efeito (porque/por essa razão); comparação ou contraste (apesar de/ tal como).
• Identificação das pistas linguísticas responsáveis por introduzir no texto a posição do autor. (Identificar e anotar coletivamente os argumentos e os contra-argumentos do autor, como foram organizados, quais estratégias linguísticas utilizadas por ele. Alguns recursos: evidentemente/ é certo que/ obviamente/ talvez (comprometimento do autor); indispensável/opcionalmente/ é necessário (caráter menos imperativo).
• Construção do sentido global do texto. (Implica tanto decifrar o material gráfico, como fazer uso do conhecimento prévio para preencher o que não está escrito, estabelecendo conexões através de inferências que podem envolver diferentes graus de complexidade. Para construir o sentido global do texto, é preciso ir construindo na memória uma espécie de sequência de ideias ou de resumo do texto que vai sendo ampliado e modificado à medida que a leitura avança).
• Identificar referências a outros textos, buscando informações adicionais se necessário. (Confrontar textos uns com os outros).


HABILIDADES DE LEITURA - Depois da leitura

• Construção da síntese semântica do texto. (Durante a leitura construímos mentalmente a síntese semântica do texto: resumo /esquema pergunta-resposta);
• Troca de impressões a respeito dos textos lidos, fornecendo indicações para sustentação de sua leitura e acolhendo outras posições. (Compartilhar impressões: roda de leitores/exercitar a escuta/troca de ideias...)
• Utilização, em função da finalidade da leitura, do registro escrito para melhor compreensão. (Ler e escrever a respeito do material lido: leitura mais reflexiva).
• Avaliação crítica do texto. (Professor e estudante tomam posições. Cuidado com a imposição de ideias: professor precisa mediar o debate).

Fonte: Referencial de expectativas para o desenvolvimento da competência leitora e escritora no Ciclo II do ensino Fundamental – Prefeitura da cidade de São Paulo.


Atenção! Salientamos a importância de o professor oportunizar momentos de trocas de impressões sobre o texto lido.

Pontos a considerar:

- para a maior parte de nossos alunos, a leitura vai da escola para casa; por isso, precisamos pensar em ações que façam a leitura chegar à família;

- o ambiente de leitura deve ser o mais descontraído possível;

- a leitura é uma prática e se constrói na prática, portanto, precisamos facilitar o acesso aos livros;

- não basta facilitar o acesso aos livros, é necessário estimular a leitura e, para isso, é preciso que o professor seja um apaixonado pela leitura;

- as crianças e jovens brasileiros não estão aptos a usar a leitura como instrumento de cultura e lazer; precisamos reverter esse quadro;

- o professor precisa oportunizar espaços de compartilhamento da leitura, mostrando que ela é uma prática cultural, tanto para realizar pesquisas como para o lazer;

- é preciso que o professor crie espaços para que o aluno possa compartilhar suas experiências de leitura; para que ele possa contar e ouvir experiências, tendo a possibilidade de crescer como ser humano, conhecer o próprio sentimento e o do outro e, assim, se humanizar;

- o contato constante com os livros faz com que o aluno perceba que sua vida está inserida em várias obras literárias, escritas por escritores diversos;

- motivos para a leitura: todo motivo vem de uma necessidade – necessidade de experimentar emoções e desejos; necessidade de criar e materializar idéias realizáveis apenas no âmbito da fantasia; viver emoções; criar fantasias;

- é importante que se crie atividades de socialização da leitura (rodas de leitura, painel de indicação de livros, contação de histórias, dramatização...); que se crie atividades organizadas para estimular a pensar e a se expressar sobre a leitura; saber ouvir para poder falar; perceber o que o outro notou no livro; concordar ou discordar, baseando-se em argumentos consistentes;

- a leitura compartilhada com leitores experientes pode favorecer a descoberta de diferentes tipos de textos;

- a formação do leitor acontece ao longo da vida.


UMA EQUIPE QUE APRENDE


DO QUE DEPENDE A COMPREENSÃO DE UM TEXTO?

Desenvolvimento das capacidades de leitura

Capacidades de leitura
ž Decodificação (ler nas linhas)
ž Compreensão e interpretação (ler entre as linhas)
ž Apreciação e réplica (ler por trás das linhas)

O TRABALHO COM LEITURA NA ESCOLA: UMA SÍNTESE

Um trabalho adequado com leitura, na perspectiva de formação para um exercício mais pleno da cidadania, deve:
• Possibilitar que os alunos confiram sentido ao que lêem (tomar a leitura como situação de interlocução em que sempre há objetivos e motivações);
• Conter atividades que visem subsidiar os alunos para a (re) construção dos sentidos do texto e não simplesmente visar a checagem da compreensão ou fornecer todos os elementos;
• Apresentar atividades/questões antes, durante e depois da leitura, levando em conta a legibilidade dos textos para os alunos;
• Explorar diferentes capacidades, levando em conta a legibilidade dos textos para os alunos e os objetivos e conteúdos das disciplinas;
• Contemplar o que está nas linhas, entre as linhas e por trás das linhas;
• Contemplar diferentes gêneros, explorando suas características, sem perder de vista a compreensão dos textos lidos;
• Diversificar estratégias: leitura individual, em dupla, coletiva, compartilhada, leitura do professor, dos alunos, com diferentes tipos de mediação etc.
• Para o desenvolvimento das capacidades de apreciação e réplica, é fundamental fornecer subsídios em termos de conteúdos para que os alunos possam efetivamente se posicionar;
• Não ter a intenção de mobilizar todas ou muitas capacidades de uma só vez (trabalho extenso e sem sentido).

Após trabalhar, em sala de aula, conteúdos e temas sobre a escravidão, a sociedade patriarcal e a vida urbana no Brasil, no início do século XIX, a partir de documentos visuais, um professor de história solicitou oralmente aos seus alunos a seguinte atividade, como proposta de aprofundamento de estudos.

- Abram seus Cadernos na página 15 e observem a imagem
3. Ela retrata uma cena de jantar no Brasil, na primeira metade do século XIX.
- O que vocês podem ver nela? (ouve a descrição de alguns alunos sobre a imagem);
- Pois bem, eu quero que vocês façam uma pesquisa no livro didático de vocês e também nos livros disponíveis na biblioteca da escola sobre os hábitos alimentares da sociedade brasileira da época e a influência da cozinha africana nesses hábitos.

O jantar no Brasil



Jean-Baptiste Debret. Viagem Pitoresca e histórica ao Brasil (1834-1839)


Na solicitação aos alunos, o professor evocou dois tipos de textos

1- Não verbal
- Observar uma imagem do álbum Viagem pitoresca e histórica ao Brasil (1834 – 1839);
2- Verbal
- Produzir um texto escrito fruto de uma pesquisa;

São exigidas quatro habilidades centrais da língua:
Escuta
Leitura
Oralidade
Escrita

O que faltou nessa atividade?
Chamar a atenção dos alunos para o contexto de produção da imagem:
Quem pintou?
Qual era seu objetivo?
Quando foi produzida?
Onde será exposto?
Por que faz parte de uma série com esse nome?
Quem serão os leitores potenciais?

Para que eles tivessem a possibilidade de

- Mobilizar representações sobre o contexto e o conteúdo
- Capacidades de ação
- Para que os alunos pudessem fazer escolhas para compor a estrutura geral do texto
- Capacidades Discursivas
- E também para manter as coesões temática e pragmática
(escolhas lexicais, das conexões, ...)
- Capacidades Linguístico-discursivas

POR QUE TODAS AS DDISCIPLINAS DEVEM PROMOVER O TRABALHO COM A LEITURA E A ESCRITA?
- Porque a leitura e a escrita perpassam toda a produção de conhecimento e sua
(re)construção em todas as disciplinas e suas práticas pedagógicas;
- Porque o desenvolvimento das capacidades de leitura dos alunos supõe conhecimentos específicos (das várias disciplinas) que muitas vezes o professor de português não possui;
- Porque em diferentes disciplinas circulam gêneros, cujo domínio pode favorecer os processos de compreensão e produção de textos. Para tanto, devem ser explorados por todos os professores no contexto em que circulam

GÊNEROS DO DISCURSO

— “...cada esfera de utilização da língua elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados, sendo isso que denominamos gêneros do discurso.” (p. 279)
— “ O enunciado reflete as condições específicas e as finalidades de cada uma dessas esferas, não só por seu conteúdo (temático) e por seu estilo verbal, ou seja, pela seleção operada nos recursos da língua - recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais - mas também, e sobretudo, por sua construção composicional.” (p. 279)


Esferas de circulação de discursos na vida




OS GÊNEROS DE DISCURSO NA ESCOLA





CAPACIDADES DE LEITURA E CONHECIMENTOS