quarta-feira, 30 de maio de 2012

PAUTA DE HTPC – 20/03/2012


Não são as ervas más que afogam a boa semente, e sim a negligência do lavrador.” - Confúcio
1-INFORMES / ORIENTAÇÕES / COMBINADOS
A) Curso – “Educação Física e Esporte como inclusão social na Escola.”
B) Plataforma Freire – cursos Presenciais
2 - Como estão as aulas na EJA?
Relatar por escrito os avanços e dificuldades e confrontar opiniões com os demais professores do EJA.
3- Por Área, organizar a semana de aulas.
Caderno de preparo de aulas será pedido pela coordenadora. Para tanto, deixe-o atualizado.
4- Avaliação Diagnóstica em Processo – Plano de Ação -
Professores de Português e Matemática elaborarão, com base nos resultados das avaliações, um Plano de Ação a ser desenvolvido com os alunos/classes com dificuldade de aprendizagem.
5- Reunião de Pais: 23/03/2012
Manhã: das 7h00 às 9h00
Tarde: das 15h30 às 17h30
Noite: Plantão das 19h00 às 21h30
6- Diários de Classe – buscar nos cadernos dos Agentes de Organização as presenças e ausências dos alunos no período em que não tinham os diários.
7- Tarefas e pesquisas para os alunos, principalmente nas séries iniciais.
8- Outros:
Coordenação Pedagógica

domingo, 22 de janeiro de 2012

CRONOGRAMA DE ATRIBUIÇÃO DE AULAS 2012


CRONOGRAMA ATRIBUIÇÃO DE AULAS - 2012

(De acordo com a Portaria da Coordenadoria de Gestão de Recursos Humanos 1, de 04 de janeiro de 2012)

(*) Pólo de Atribuição desta Diretoria de Ensino da Região de Jaú: E.E Caetano Lourenço de Camargo- Rua Cônego Anselmo Walvenkns s/n – centro – JAÚ / SP .

I - 23/01/2012 – segunda-feira - MANHÃ – Fase 1- Unidade Escolar-atribuição aos titulares de cargo classificados na UE, paraConstituição de Jornada.

II- 23/01/2012 – segunda-feira - TARDE – Fase 2 - Diretoria de Ensino - A PARTIR DAS 14h – no pólo de atribuição desta Diretoria De Ensino, aos Titulares de Cargo não atendidos, parcial ou integralmente, em nível de Unidade Escolar, para:

a) Constituição de Jornada, na seguinte ordem:

a.1 - aos não totalmente atendidos na Unidade Escolar, Fase 1;

a.2 - aos adidos, em caráter obrigatório.

b) Composição de Jornada, na seguinte ordem:

b.1 - aos parcialmente atendidos na constituição;

b.2 - aos adidos, em caráter obrigatório.


III - 24/01/2012 – terça-feira - MANHÃ – Fase 1 - Unidade Escolar -aos Titulares de Cargo para:

a) Ampliação de Jornada;

b) Carga Suplementar de trabalho docente.

IV - 24/01/2012 – terça-feira -TARDE- Fase 2 - Diretoria de Ensino - A PARTIR DAS 14h - no polo de atribuição da Diretoria de Ensino - para Carga Suplementar aos Titulares de Cargo não atendidos na unidade escolar.

V- 26/01/2012 – quinta-feira – MANHÃ - Fase 2 - Diretoria de Ensino - A PARTIR DAS 9h - no polo de atribuição da Diretoria de Ensino - Aos Titulares de Cargo para designações, nos termos doartigo 22 da Lei Complementar nº 444/85.

VI - 26/01/2012 - quinta-feira -TARDE – Fase 1 - Unidade Escolar - para carga horária aos Docentes OFAs (ocupantes de função atividade), habilitados e aprovados no processo seletivo, na seguinte conformidade:

a) Categoria P (estáveis nos termos da Constituição Federal de 1988);

b) Celetistas;

c) Ocupantes de Função Atividade - F (Docentes abrangidos pelos § 2º e 3º do artigo 2º da LC. 1010/2007), habilitados (portadores de Licenciatura Plena) e aprovados no processo seletivo.

VII - 27/01/2012 - sexta-feira - Fase 2 - Diretoria de Ensino - A PARTIR DAS 9h - no polo de atribuição da Diretoria de Ensino - para carga horária aos docentes OFAs (ocupantes de função atividade),habilitados e aprovados no processo seletivo, não atendidos na unidade escolar, na seguinte conformidade:

a) Categoria P (estáveis nos termos da Constituição Federal de 1988);

b) Celetistas;

c) Ocupantes de Função Atividade - F (Docentes abrangidos pelos § 2º e 3º do artigo 2º da LC. 1010/2007), habilitados (portadores de Licenciatura Plena) e aprovados no processo seletivo.

VIII - 30/01/2012 – segunda-feira - Fase 2 - Diretoria de Ensino - A PARTIR das 8h30min - no polo de atribuição da Diretoria de Ensino -Atribuição de carga horária aos candidatos a contratação, habilitadose aprovados no processo seletivo.

IX - 31/01/2012 – terça-feira - Fase 1 - Unidade Escolar - aos docentes habilitados/qualificados e aprovados no processo seletivo na seguinte ordem:

a) Titulares de Cargo;

b) Estáveis de acordo com a Constituição Federal de 1988;

c) Celetistas;

d) F (Docentes abrangidos pelos § 2º e 3º do artigo 2º da LC. 1010/2007), habilitados (portadores de Licenciatura Plena)/qualificado e aprovados no processo seletivo;

e) Candidatos a docência que já constem com aulas atribuídas na respectiva unidade escolar.

X- 31/01/2011 – terça-feira - Fase 2 - Diretoria de Ensino - A PARTIR DAS 14h - no polo de atribuição da Diretoria de Ensino aos docentes Habilitados/Qualificados e aprovados no processo seletivo, não atendidos totalmente nas Unidades Escolares, na seguinte ordem:

a) Titulares de cargo;

b) Estáveis de acordo com a Constituição federal de 1988;

c) Celetistas;

d) F (Docentes abrangidos pelos § 2º e 3º do artigo 2º da LC. 1010/2007), habilitados (portadores de Licenciatura Plena)/qualificado e aprovados no processo seletivo;

e) Candidatos a Contratação habilitados/qualificados, aprovados no processo seletivo.

*** Dia 01/02/2012 (terça-feira), na Unidade Escolar,professores eventuais, somente Habilitados/Qualificados e aprovados no processo seletivo

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Reunião de HTPC - 13 de agosto de 2011





Escola Estadual Antonio Ferraz – D.E. Jaú








PAUTA DE HTPC
13/08/11


1. Prevenção também se ensina: Filme: As melhores coisas do Mundo

Gênero: Drama
Duração: 107 min.
Elenco: Paulo Vilhena, Caio Blat, Francisco Miguez, Gabriela Rocha, Fiuk, Denise Fraga, Zé Carlos Machado, Gabriel Illanes, Gustavo Machado
Compositor: Eduardo Bid
Roteiristas: Luiz Bolognesi, Gilberto Dimenstein, Heloisa Prieto
Direção: Laís Bodanzky
Cotação: ****
Exibido nas principais salas de cinema de São Paulo, o filme “As melhores coisas do Mundo” inspirou-se na série de livros “Mano” de Gilberto Dimenstein e Heloísa Pietro.
O filme retrata diversos problemas vivenciados por adolescentes de classe média, como a separação dos pais, o uso de drogas, a sexualidade e o atual “cyberbullying" – um tipo de constrangimento que adolescentes sofrem nas escolas por meio de celulares, blog’s etc...
Por se tratar de um tema bastante atual e muito discutido pelo autor do livro que deu origem ao filme, o jornalista e educador Gilberto Dimenstein conta em uma sabatina realizada pelo jornal “A folha de São Paulo”, que o filme avalia a questão da falta de ensinamento da ética nas escolas, as quais, em sua maioria, transmitem muito bem o conteúdo dos livros, porém os valores éticos de sociedade, como cidadania, respeito, entre outros, não são discutidos em salas de aula e isto acaba por refletir na formação dos estudantes que partem para a vida adulta sem ao menos ter tido contato com estas questões.
Fato este que é presenciado no filme em que o protagonista vive diversas situações onde suas ações exigem que ele tenha um questionamento e posicionamento diante das situações vividas.
"É uma maneira de discutir a ética, pois é disso que se trata o 'bullying'", disse Gilberto. "Tudo isso tem a ver com repetição de preconceitos, intolerância, dificuldade de entender o outro, opressão e violência. Essas coisas, que são problemas cada vez mais comuns nas grandes cidades, repetem-se no microcosmo da escola. E é importante se discutir isso tudo".
Assistir a este filme trará não só uma nova perspectiva para o olhar de nossos alunos, mas também nos ajudará, como professores, a reciclar e perceber as atitudes dos alunos enquanto estão presentes nas salas de aula.

Por Rafael Silva Banti
Instituto Aprenda.bio – Comunicação e Tecnologias Educacionais


OBSERVAR DURANTE A EXIBIÇÃO DO FILME:
• Assuntos abordados;
• Qual é o papel desempenhado pela escola ali representada.








Coordenadoras: Ana Lúcia e Elaine

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

PAUTA DE HTPC – 16 de agosto de 2011

Escola Estadual Antonio Ferraz – D.E.: Jaú

1-Texto: A Matemática é um determinante em sua vida
2-As três divisões de Beremiz: a divisão simples, a divisão certa e a divisão perfeita.
3-Questões do SARESP;
4-Oficinas: jogos
5-Socialização
6-OBMEP: Olimpíada de Matemática, dia 17/08/2011






A Matemática é um determinante em sua vida









Todos nós nascemos como resultado
De um sistema de equações.
Acredite mesmo,
Somos o par ordenado mais perfeito da natureza.
Carregamos características de nossos pais y, e de nossas mães x.
Eram milhões de espermatozóides pré-destinados ao óvulo.
Um espaço amostral quase infinito...
Mas você só está aqui hoje, porque era o melhor matemático de lá.
Pois você venceu uma extraordinária probabilidade.
Vivemos em função do tempo
Que nos é dado.
Existem vários tipos de pessoas,
Aquelas que encontram um grande amor e a ele são fiéis
Pela vida toda, são as "injetoras".
Para cada pessoa, existe uma outra correspondente.
Dizer que não se entende Matemática
É um absurdo, porque você é um exemplo matemático.
Não importa se não consegue resolver um logaritmo,
Importa o quanto você é capaz
De reconhecer conceitos matemáticos ao seu redor.
MA terialize seus sonhos e
TE nha coragem de expor sua
MA neira de encarar a realidade. Ame a

TI mesmo.
CA minhe sem medo de cair.

Aproveite porque o mundo é matemático.
Elaine Rodrigues
Jequié (BA)

PAUTA DE HTPC - 02/08/11





“É do buscar e não do achar que nasce o que eu não sabia.” Clarice Lispector


1. Acolhida: texto: O CONTO DO DESERTO
2. Texto para análise: Uma reflexão para a prática educativa em Paulo Freire
3. Estudos de Caso:
 Recuperação contínua
 Trabalho em grupo
 Sequência didática
 Pesquisa
 Gestão de relacionamento e comportamento em sala de aula
4. Olimpíada de Matemática – OBMEP: 17 de agosto de 2011, quarta-feira.
5. DAC – orientações
6. Projeto de Recuperação: proposta para o segundo semestre.

O CONTO DO DESERTO

Certa vez um homem estava cruzando um deserto, com a intenção de se mudar para uma nova cidade. No caminho, viu um senhor e decidiu lhe perguntar sobre a cidade que avistava ao longe.
- Senhor, sabe me dizer como são as pessoas naquela cidade? – disse o homem.
- Como são as pessoas no lugar de onde você veio? – questionou o senhor do deserto.
- Todos são muito alegres e gentis. Sempre foi uma felicidade para mim viver lá, já que teci relacionamentos que resultaram em grandes parcerias e amigos verdadeiros.
- Então você ficará bem, pois as pessoas daquela cidade são exatamente assim.
E o homem seguiu sua viagem, muito contente com o que estava por vir em sua nova moradia.
Após algum tempo, um outro homem apareceu no mesmo local e com a mesma intenção. Ele viu o senhor e lhe fez a mesma pergunta:
- Senhor, sabe me dizer como são as pessoas naquela cidade?
- Como são as pessoas no lugar de onde você veio? – questionou o senhor do deserto novamente.
- São mesquinhas e maldosas. Eu não podia confiar nelas e ainda tinha que cuidar muito bem de meus pertences. Não havia sinais de amizade e era praticamente impossível viver ali.
- Bem, a cidade para onde você está rumando também é assim, desta forma.
Desanimado, o homem continuou sua jornada.
Um rapaz que estava perto ouviu tudo e ficou intrigado. Foi até o senhor e lhe perguntou:
- Não consegui entender. Para um dos homens você disse que a cidade era boa e para o outro, que era má. Como isso pode ser?
- Meu filho – disse o senhor – não são os lugares que demonstram sentimento, mas as pessoas. Cabe a cada um demonstrar em seus sentimentos o mundo como vê. Os lugares se tornam bons ou maus de acordo com as ações e palavras das pessoas que ali vivem. Pela experiência anterior deles é possível perceber como cada um enxerga o mundo ao seu redor.

( conto árabe )



Uma reflexão para a prática educativa em Paulo Freire



Antes de anunciar a presença de Paulo Freire como educador faz-se necessário contextualizá-lo como homem. Diga-se um “percebedor” da realidade por sua condição de pobre, nordestino e brasileiro. Sua luta e presença baseiam-se na categoria “opressão”, principalmente, por ter sido um homem que fez uma leitura concreta do mundo do oprimido, da complexidade da relação oprimido e opressor, para, finalmente, propor uma pedagogia libertadora que consiste em uma educação voltada para a conscientização da opressão (pedagogia do oprimido) e a conseqüente ação transformadora.

Segundo Andreolla (1997), a categoria “opressão” em Paulo Freire assume dimensões várias. A saber, na dimensão antropológica, mata a cultura do homem, o seu saber enquanto homem (nas palavras de Boaventura Santos, um “epistemicídio”: matar o conhecimento do outro); na dimensão psicológica derruba com o “ser”, o “eu” do homem, permitindo como conseqüência sua coisificação e ou despersonalização; na dimensão ontológica está paralelo à desumanização, enquanto “ser homem” (processo de hominização x cultura necrófila); na dimensão econômica, a opressão permite que ricos estejam cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres. A ideologia do “ter mais” se concretiza na relação dominador e dominado; na dimensão política há desenfreadamente a ação do poder central sobre a periferia, isto é, ou são leis que beneficiam e privilegiam alguns, ou são “Medidas provisórias” que retratam um poder autoritário que é cego às necessidades e prioridades de uma grande maioria; e por último a dimensão pedagógica cujo caráter de opressão se estabelece na forma de leis que na prática retrocedem às conquistas e desejos de toda comunidade educativa e também na forma de relação professor e aluno e todas as nuances do sistema de ensino (currículo, prática pedagógica e avaliação). Nestas dimensões a obra, e a vida de Paulo Freire dão uma resposta, apontando caminhos: Ao tratar da pedagogia da “consciência” pretendeu elucidar do educando sua criticidade, criatividade e ação diante do que está dado: é preciso que o oprimido tenha consciência de sua opressão (pedagogia do oprimido). Ao tratar da pedagogia da “pergunta” ele torna-se um sociólogo da sala de aula e reflete a relação professor e aluno enquanto concepção bancária x concepção libertadora, onde o primeiro (como num banco) deposita conhecimentos através da transmissão apenas no segundo e, este o armazena e devolve na prova final.

“O educador faz “depósitos” de conteúdos que devem ser arquivados pelos educandos. Desta maneira a educação se torna um ato de depositar, em que os educandos são os depositários e o educador o depositante. O educador será tanto melhor educador quanto mais conseguir “depositar” nos educandos. Os educandos, por sua vez, serão tanto melhores educados, quanto mais conseguirem arquivar os depósitos feitos. (Freire, 1983:66)”

Prova, tão logo, que através da “problematização” da realidade, da significação é possível desenvolver uma concepção libertadora na relação professor e aluno e conhecimento e aprendizagem.

“Como situação gnosiológica, em que o objeto cognoscível, em lugar de ser o término do ato cognoscente de um sujeito, é mediatizador de sujeitos cognoscentes, educador, de um lado, educandos, de outro, a educação problematizadora coloca, desde logo, a exigência da superação da contradição educador x educando. Sem esta, não é possível a relação dialógica, indispensável à cognoscibilidade dos sujeitos cognoscentes, em torno do mesmo objeto cognoscível.” (Freire, 1983:78)

Entre educador e educandos não há mais uma relação de verticalidade, em que um é o sujeito e o outro objeto. Agora a pedagogia é dialógica, pois ambos são sujeitos do ato cognoscente. É o “aprender ensinando e o ensinar aprendendo”. O diálogo, em Freire, exige um pensar verdadeiro, um pensar crítico. Este não dicotomiza homens e mundo, mas os vê em contínua interação. Como seres inacabados, os homens se fazem e refazem na interação com mundo, objeto de sua práxis transformadora. (Boufleuer, 1991) A prática pedagógica passa a ser uma ação política de troca de concretudes e de transformação.

O que Paulo Freire nos ensina hoje é colocar em prática uma lição que sabemos de cor. Afinal, os cursos de formação de professores tomam conhecimento de sua proposta. Vários estudos e publicações têm mostrado que a proposta de Paulo Freire perpassa tanto o ensino formal como o informal.

Nas análises de currículo, prática pedagógica e avaliação, em nossas escolas, percebe-se uma aplicabilidade de sua proposta. Ou seja, quando analisamos sobre os conteúdos serem interdisciplinares (politécnicos), fragmentários; quando abordamos a necessidade de união entre teoria e prática enquanto metodologia; e, ainda a democracia enquanto gestão, nós nos damos conta da pedagogia problematizadora de Paulo Freire.

A lição maior como educadores que temos de Freire é a preocupação com o social. A busca de alternativas e propostas devem ser uma constante em nosso dia a dia, no sentido de resgatar o “homem”, o “cidadão” e o “trabalhador” da alienação de seu “ser”, de seu exercício de cidadania e de sua dignidade.

Ainda, como homem de seu tempo, devemos aprender de Freire, a ter presente o nosso tempo sem alienação do real. As proposta pedagógicas devem ser alternativas de “hominização” em contraposição ao processo de relações econômicas, que se definem em alienação do homem e expropriação de seu saber. Segundo Marx (1968), em O Capital, com a venda da força de trabalho, o trabalhador é considerado igual a uma mercadoria, é coisificado na relação de produção, é “apropriado” pelo capital. As relações de produção passam pelos critérios do capital e não pelos critérios da humanidade. A mercadoria encobre as características sociais do próprio trabalho dos homens. Fernandes explica assim este fetichismo da mercadoria:

“(...)...quanto mais o trabalhador se apropria do mundo exterior, da natureza sensorial, através do seu trabalho, tanto mais ele se priva de meios de vida segundo um duplo aspecto; primeiro que cada vez mais o mundo exterior sensorial cessa de ser um objeto pertencente ao seu trabalho, um meio de vida do seu trabalho; segundo, que cada vez mais cessa de ser meio de vida no sentido imediato, meio para a subsistência física do trabalhador. (...) apenas como sujeito físico ele é trabalhador.” (Fernandes, 1989)

Finalizando, as categorias diálogo, oprimido, problematização, conscientização, libertação definem o homem político em Paulo Freire. Ou seja:

Sua proposta vai além das críticas das formas educativas atuais, porque define-se em uma pedagogia da consciência: consciência crítica enquanto conhecimento e práxis de classe.

Na escola formal, a pedagogia de Paulo Freire requer um professor problematizador da realidade, pois trata-se da pedagogia da pergunta que requer diretividade.

Através de uma relação dialógica e dialética entre professor e aluno, a proposta pedagógica de Freire, centraliza-se na dimensão do conhecimento, no sentimento de aceitação do outro, da interação, da intersubjetividade.

A revolução necessária para a transformação social que não considera o amor, apenas substituirá o opressor – o oprimido passa a ser o opressor – que continuará a mesma lógica da dominação.

A revolução deve ser entendida como um processo, uma mudança democrática e não apenas como uma ruptura. A revolução é um processo político pedagógico de transformação, que requer reconstrução do poder em novas formas de relação. “A revolução que deve ocorrer é uma grande ação cultural para a liberdade, realizada pelo povo (Freire, 1977).”

A pedagogia do oprimido tem por base o diálogo, necessidade ontológica do ser humano.

Ser utópico, também, é uma exigência ontológica do ser humano, uma exigência histórica.

Esta foi sua luta e, é esta a sua lição.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Pauta do Replanejamento - 25 e 26/07














" Sempre há o que se aprender, ouvindo, vivendo e sobretudo trabalhando, mas só aprende quem se propõe a rever suas incertezas."



1º dia - 25 de julho de 2011



1- Acolhida - mensagem: A sua transofrmação já começou



Vídeo: Zea



2. Replanejamento: reavaliando conceitos para mudar concepções e práticas (slides)



Leitura do texto: Avaliação - ela ajuda a orientar a aprendizagem




Fonte: Revista Nova Escola - Edição Especial (Planejamento)

Questionamento com devolutiva.






Café - 10h00




3. Vídeo: Charges OKê - Professoras da Rede Pública



4. Cenário de Replanejamento 2011 - os docentes analisarão os instrumentos de acompanhamento criados pela escola no primeiro semestre



2º dia - 26/07

1. Vídeo Motivação e reflexão: A Revolução na vida das pessoas (liderando e motivando equipes)



2. O Planejamento deve ser flexível - destino fixo, rota variável



Questionamento




café: 10h00











3. Sala de Leitura: como é, como deve ser





4. Análise e levantamento de dados: Recuperação Paralela: turmas contempladas, número de turmas formadas, de alunos frequentes e de alunos recuperados. Análise dos consolidados do Conselho de classe/série/termo e levantamento de alunos com indicação para frequentar a RP; formação de novas turmas.



5. Planos de Ensino: análise e avaliação do cumprimento dos conteúdos e adequação dos planos de ensino



6. Encerramento: síntese dos pontos que deverão ser retomados para o 2º semestre.

terça-feira, 14 de junho de 2011

HTPC - 14/06/2011



Escola Estadual Antonio Ferraz – D.E.: Jaú
PAUTA DE HTPC – 14 de junho de 2011








"A realidade sociocultural e econômica do aluno influencia em seu
desempenho, assim como as condições de trabalho do professor e o aparato que o sistema
oferece para ele formar-se e aprimorar sua prática." César Coll








1. Sensibilização: O Educador e a Educação
Campanha do Agasalho: “ESVAZIE SEU ARMÁRIO, ENCHA SEU CORAÇÃO" – Disputa de salas – a sala que mais trouxer agasalhos terá um dia para ir ao cinema e receberá um troféu.
Obs.: Cada aluno pagará seu ingresso, o prêmio é a ida ao cinema.
Professor Conselheiro controlará a entrega numa planilha anexa.
RA Escolar virá novamente e será entregue a cada aluno.
Balancete da Festa Junina ( apresentado pela direção) – direcionamento do lucro
Provas Bimestrais de 16 a 22/06, marcadas pela direção, com entrega de modelo de provas às coordenadoras.
Professor, preparar as provas, especialmente das 6ª, 8ª e 3º ano do EM com moldes no SARESP, por volta de 10 questões para 2 aulas.
Dia 24 de junho – PONTO FACULTATIVO (aula prevista e não dada – reposição dia 25/06)Papeletas: impreterivelmente até o dia 30/06
Dia 06/05 = aula prevista e data (dia letivo com aluno)
2º Bimestre de 2/05 a 07/07 - CONSELHO DIA 08/07/11






O Educador e a Educação



A educação verdadeira começa com o pai ou o educador, que deve primeiramente compreender-se, ver a si mesmo, como é e age, em casa e na rua, e então livrar-se dos padrões que criam os comportamentos desajustados, tudo aquilo que não educa. Isso é fundamental, porque aquilo que eles são como adultos, inseridos nessa cultura social, ou nação, com seus vícios, seus hábitos, suas crenças, isso, eles transmitem para seus filhos e educandos.
Se ele, o adulto, não for educado corretamente, o que pode dar para seus educandos senão aquilo no qual ele próprio crê, ou prefere? E os seus pontos de vista, as conclusões e conjunto de valores que já fazem parte do seu caráter? O problema não é então educar a criança, mas educar o educador. Isso vale para os pais ou qualquer outro que se proponha a ensinar, ou constituir família.
Vejam quantos anos e rigor se exige para que um advogado, engenheiro, ou outro profissional qualquer, seja autorizado a exercer sua função. No entanto, para se exercer a função de pai, falamos do casal, que deveria ser o mais importante papel dentro de uma sociedade criativa, sensata, justa, nenhum pré-requisito é exigido, e mesmo a falta de experiência é bem vista, uma vez que nunca é combatida. Experiência em criar, não se resume ao saber cuidar, nutrir o bebê, falamos aqui de educação, não de cuidados físicos. Cuidar fisicamente a sociedade sabe fazer bem, pelo menos possui os recurso.
Antes de começar, o educador deve perguntar a si mesmo, o que para ele é ensino. Será ensino para ele a aplicação das matérias tradicionais, padrões da grade curricular de qualquer instituição, conforme determina a regra já exaustivamente praticada ao longo dos anos? Tem ele a intenção de ajustar a criança, fazê-la pensar e agir conforme todos da sociedade, que não funciona, já o fazem? Isto é, condicioná-la para se tornar mais uma engrenagem da gigantesca máquina social, pronta a seguir o pensamento corrente, ou deseja torná-la independente, um questionador de todos estes falsos valores?
Fazê-los compreender como devem examinar os valores e influências que estão em volta deles, que direcionam suas condutas, não exige que esse mesmo educador esteja também ciente desses fatos? Um analfabeto é capaz de ensinar outro a ler? Se estamos limitados pelos nossos próprios problemas, e medos, como podemos ensinar estas crianças a resolver coisa semelhante? Assim, primeiro aprender, vivenciar, sentir pela própria experimentação, e só depois ensinar, não seria a coisa mais sensata e lógica?
Se ele pretende apenas ensinar os jovens a passarem pelos exames de avaliação escolar, então o ensino tradicional já faz isso, basta seguir o roteiro. Nesse caso, nem educador, nem educando precisam pensar, ou questionar nada, basta serem capazes de imitar, e dessa capacidade, todos, já foram dotados de berço. Numa situação de tal natureza, qual o papel do educador, senão simplesmente informar aos seus educandos qual página dos seus livros devem abrir ou fechar? Devem se preparar então, pois logo para isso.todos, sem exceção, serão substituídos por máquinas, por modernos computadores. Isso não tardará a acontecer, financeiramente, será mais vantajoso para as instituições, mais atraente para os jovens.
Para aconselhar sobre o medo, suas nuances e malefícios, primeiro deve o educador compreender como ele próprio se comporta diante da questão. Não sendo capaz de resolver seus medos, não poderá aconselhar seus educandos sobre o medo. Mas poderá ser sincero com eles e falar da sua própria fraqueza em relação ao medo. Isso criará entre ele e os alunos uma forte empatia, e uma vez que compartilha de seus temores e fraquezas com os mesmos, os alunos também se sentirão à vontade para fazer coisa semelhante.
Um verdadeiro educador, jamais se colocará num pedestal da autoridade que sabe mais diante dos seus alunos. Afinal de contas, quem aprenderá a lidar com os alunos, estudará seus comportamentos para compreender suas disposições e preferências, quem, senão o educador? Então, quem está ensinando a quem? Se for educador por vocação, ficará grato por lhe ser permitido aprender com seus educandos. Um educador primeiro aprende, depois ajuda seus educandos a encontrar a melhor solução, respeitando os limites individuais de cada um deles.
Falar dos próprios limites aos alunos, constitui um dos mais elevados níveis de auto-aprendizado. Os benefícios são tantos, para os dois lados, que é impossível falar sobre o assunto em poucas linhas. Os alunos incutirão forte empatia e respeito pelo mestre, que como eles, também é imperfeito, e não nega isso. Eles também se sentirão à vontade para expressarem suas fraquezas, e limitações, e mais profundas dúvidas existenciais. Deve, no entanto, o mestre, resguardar-se de comentários que o possam colocar em situações embaraçosas, ou perderá o respeito. Falar demais nunca é bom, falar o necessário é a melhor política.
Para criar em sala de aula um clima de respeito, seriedade deverá o educador ficar atento às suas promessas, que devem ser cumpridas na íntegra. Agindo assim, ele poderá cobrar dos seus educandos. Explicar aos alunos o porquê de cada coisa, isso inclui as falhas pessoais, ou o não cumprimento de uma promessa, ajuda-os a criarem a necessária coragem, para compartilharem dos seus próprios dilemas individuais, e dúvidas.
Conselho em demasia, tem o mesmo valor que qualquer coisa que recebemos em excesso; faz mal, cansa, torna-se coisa sem valor. Num momento crítico, as críticas e ressalvas mais prejudicam que ajudam. Alguém que está se afogando, precisa de alguém que lhe estenda a mão, não de alguém disposto a lhe passar um sermão. Passada a crise, uma conversa franca, interessada, questionando tudo que estava envolvido, de forma discreta, ordenada, será coisa bem vinda. Sendo o aluno ou filho arredio, encontrar um momento adequado, cuidando de não deixar a ocasião se distanciar muito do ocorrido, é essencial. Deixar passar o momento, é desprezar uma excelente oportunidade de aprendizado, para as duas partes.